Geral

Análise do Mercado de Imóveis de Aluguel na Serra Catarinense 

Índice

Introdução 

A Serra Catarinense tem se consolidado como um destino turístico de grande relevância, impulsionado pela sua geografia singular, clima frio e pela crescente demanda por experiências autênticas em meio à natureza. O mercado de imóveis de aluguel na região reflete essa dinâmica, variando conforme a estrutura turística e a capacidade de acomodação de cada município. Esta análise examina o desempenho do setor de aluguel por temporada na Serra Catarinense entre junho de 2023 e dezembro de 2024, destacando as principais tendências e desafios do setor. 

Panorama Geral 

A disponibilidade e o desempenho do mercado de imóveis de aluguel na Serra Catarinense são bastante heterogêneos. Enquanto alguns municípios apresentam um mercado ativo e consolidado, outros possuem informações escassas, sugerindo pouca oferta ou uma atuação ainda incipiente no segmento. 

Dentre os municípios analisados, Urubici se destaca como o principal polo do mercado de imóveis de aluguel, com uma receita total expressiva de R$ 86.973.219,00 no período analisado, uma taxa de ocupação de 35% e uma diária média de R$ 442,00. A cidade também lidera em número de listagens ativas, chegando a 860 em dezembro de 2024, um volume muito superior ao dos demais municípios. O índice de imóveis de aluguel por população em Urubici é de 7,79 e receita média, por imóvel de aluguel no período analisado, é de R$ 101.135,00

Outros municípios que apresentam um mercado relevante incluem: 

  • Bom Jardim da Serra: Receita de R$ 6.635.491,00, taxa de ocupação de 41% e diária média de R$ 431,00, com 50 listagens ativas. O índice de imóveis de aluguel por população é de 1,24 e a receita média, por imóvel de aluguel no período analisado, é de R$132.710,00
  • Bom Retiro: Receita de R$ 6.200.116,00, taxa de ocupação de 29,5%, diária média de R$ 482,00, com 78 listagens ativas. O índice de imóveis de aluguel por população é de 0,92 e a receita média, por imóvel de aluguel no período analisado, é de R$ 79.488,00
  • Lages, a maior cidade da região, apresenta uma receita de R$ 5.226.741,00, taxa de ocupação de 39% e diária média significativamente menor (R$ 195,50) do que os demais destinos turísticos da região, com 88 listagens ativas. O índice de imóveis de aluguel por população é de 0,05 e a receita média, por imóvel de aluguel no período analisado, é de R$ 59.396,00
  • São Joaquim: Receita de R$ 5.286.668,00, taxa de ocupação de 23% e diária média de R$ 312,00, com 63 listagens ativas. O índice de imóveis de aluguel por população é de 0,23 e a receita média, por imóvel de aluguel no período analisado, é de R$ 83.895,00

Principais Tendências 

  1. Concentração da Oferta em Poucos Destinos: O mercado está fortemente concentrado em Urubici, seguida por Bom Jardim da Serra e Lages. Isso indica um potencial de crescimento para outras cidades, especialmente aquelas com paisagens e atrativos naturais similares. 
  1. Valorização das Diárias: A diária média mais alta em cidades como Bom Retiro e Urubici sugere que a demanda por experiências diferenciadas e acomodações premium é crescente. 
  1. Baixa Disponibilidade de Dados: Muitos municípios apresentam ausência de dados sobre taxa de ocupação, receita e diária média, indicando que o mercado de aluguel por temporada é incipiente ou ainda não monitorado de forma estruturada. 

Conclusão 

O mercado de imóveis para aluguel na Serra Catarinense reflete a dinâmica do turismo na região, com Urubici se consolidando como o principal destino, tanto em receita quanto em oferta de acomodações. Municípios como Bom Jardim da Serra, Bom Retiro e São Joaquim também apresentam movimentação relevante, mas com espaço para expansão. 

A tendência de valorização das diárias e a concentração de listagens indicam que há oportunidade para o desenvolvimento de novos produtos turísticos e acomodações diferenciadas em outras cidades da região. Para ampliar a sustentabilidade econômica desse segmento, é essencial investir em estratégias de promoção e estruturação de hospedagens alternativas, melhorando a distribuição da demanda turística e fortalecendo o turismo regional. 

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